sábado, 7 de maio de 2016

Análise: Punisher #1 (2016)

Capa de Declan Shalvey

Aqui começa uma nova fase do Punisher na nova Marvel. Titulo composto pela escritora Becky Cloonan, na arte Steve Dillon e nas cores Martin.

A premissa desta saga também me parece interessante não sendo totalmente uma novidade no personagem. Basicamente trata-se de uma nova droga está prestes a circular nas ruas, droga esta que deixa os utilizadores com força sobre-humana estilo super soldado. A D.E.A. está no encalço assim como o Punisher também.

Não conhecia o trabalho de Becky Cloonan como escritora, mas fiquei bastante agradado com o que vi neste primeiro número.
Becky agarrou em dois mundos e uniu-os. É como se estivéssemos a ler a saga de Punisher Max com a saga de Ennis Marvel Knights.

Basicamente o universo de Punisher MAX invade o Universo Prime da Marvel.

Os personagens secundários são interessantes, parte da organização criminosa é apresentada.
Detalhe interessante, um personagem ligado ao passado de Frank é apresentado. 
Olaf é alguém que o conhece bem e está ligado aos USMC onde Frank estava.
Achei o personagem interessante mas ainda não sei de que lado vai estar, se da organização criminosa ou do lado de Frank.

O Frank neste número não diz uma palavra actuando muito como "força da natureza".
Outro ponto a adicionar, não existe o clássico monólogo interno de Frank.
Violência, acção e corpos a tombar perante o furacão Frank Castle, acção muito bem detalhada por Steve Dillon, não esquecendo as cores de Martin que ajudaram imenso em todo o detalhe que Dillon pretendia mostrar aos leitores.

Um ponto alto que ajudou, foi o facto de Dillon não ter usado o mesmo layout de cara para todos os personagens. As últimas obras de Dillon com o Punisher sofreram um pouco com isso. Fosse durante a saga MAX do Aaron ou nos Thunderbolts.

Contudo estamos perante ao que de melhor o Dillon nos pode oferecer na minha humilde opinião.

Becky Cloonan mostra nos uma escrita sólida e não arriscando muito na psicologia de Frank, através dos seus monólogos. 
Uma abordagem muito há "Greg Rucka" que se tornou uma excelente saga e uma das favoritas dos fãs.
Para os mais cépticos relativamente ao ser uma escritora, têm aqui uma prova neste número que os bons escritores, escrevem sobre qualquer personagem, seja homem ou mulher.

Fiquei muito agradado com este inicio de saga, espero que mantenham o ritmo ou que melhore ainda mais.

Gostei do Punisher "demolidor" e exterminador. A violência foi o suficiente e a introdução de Olaf foi muito boa.

Steve Dillon com uma arte muito consistente ajudado por Martin nas cores.
 
Declan Shalvey será o homem que irá fazer as capas desta saga e achei uma capa bastante original ao que estou habituado nas comics do Punisher.
 

Avaliação Geral: 8/10

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4

4 comentários:

  1. Sabe se esse é no estilo universo Max, sem heróis marvel? Comprei o compilado que saiu no Brasil recentemente das histórias do ano passado do Justiceiro, que conta a saga dos "des soles" tem viuva negra e tal, história fraquíssima na minha opinião. Comprei na esperança de ter o velho universo Max, sem heróis, desde que saiu a finalização do Punisher Max no número 75 em 2014, parei de comprar as revistas devido à só ter histórias com o envolvimento do Justiceiro no Universo Marvel. No Brasil ainda há o problema de a Panini só lançar compilados de histórias, com uma média de um ano de diferença do lançamento original. Provavelmente no Brasil se sair isso, vai ser lá pelo meio de 2017.

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    1. Olá Cristian, esta nova saga do Justiceiro é fora do Universo MAX, ele está presente no mesmo universo dos heróis.
      Tudo o que seja titulos sem o nome "MAX", é tudo no universo Marvel com o resto dos heróis.
      A Panini vai lançar a saga MAX para o ano que vem, toda a saga de Garth Ennis.

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  2. Comprei hoje o encadernado com as 6 primeiras edições. Sabe quantas serão ao todo? ( conheci seu blog hoje, fantástico!)

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    1. Olá, obrigado por me acompanhar neste blog.
      Ainda não são conhecidos quantos numeros ou edições serão... Mas conte com 16 a 20 números/edições no máximo.

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