quinta-feira, 9 de junho de 2016

Análise: Punisher #2 (2016)



Capa por Declan Shalvey

O Punisher continua a caçar a organização criminosa responsável pela distribuição da droga EMC, droga essa que para os seus consumidores aumenta os reflexos, força e insensibilidade a dor. 


Esta é a típica história do Punisher. Aparentemente tem um enredo bastante simples, o que até ao momento parece ajustado. Ao contrário de sagas anteriores, com enredos complexos e com a adição de novos personagens, tiraram um pouco o personagem principal da ribalta.


Nesta saga, a estrela é o Frank Castle. Não sendo um personagem falador ele basicamente deixa o armamento falar por si. Cenas de acção impressionantes, tiroteios fantásticos e um número alto de mortos por livro que já não via a alguns anos...


O ritmo do enredo é bom, e longe de ser aborrecido. Para um número 2 a qualidade está razoavelmente boa.

Para já, Becky Cloonan não se está a aventurar a expor a psicologia de Frank. Continuamos sem ter os habituais monólogos internos e pelo que vi até aqui, duvido que iremos ter durante esta saga.

Becky Cloonan sabe que a simplicidade é a chave para o sucesso. Mas espero que não se mantenha muito simples por muito tempo. Acredito que não, especialmente depois do final deste número, problemas não vão faltar ao Frank Castle, em especial para lidar com a "ameaça" que nos foi presenteada na última página.

Steve Dillon esteve mais uma vez bem na arte. É Steve Dillon, quem conhece o seu trabalho, sabe qual o seu registo. Desta vez, a arte parece mais cuidada, simplista mas bem desenhada dentro do seu estilo.

A luta entre Frank e Face está muito boa, e todos nós sabemos como Dillon se porta no combate corpo a corpo, desta vez nada foi exagerado o que tornou a luta bastante agradável. Nada que se pareça no que se passou em PunisherMAX do Jason Aaron. Não sou fã do Punisher andar em tiroteios apenas com a t-shirt com a caveira sem qualquer tipo de protecção no peito. 
Mas Dillon, gosta sabe-se lá porquê...



O colorista Frank Martin faz com que a arte de Dillon, não seja tão monótona com as suas cores vívidas com grande destaque aos personagens intervenientes na acção. Sem dúvida que é uma mais valia para esta saga.
No número 1, achei que Frank estava demasiado "bronzeado", mas neste número pareceu me ter menos "bronze".



Declan Shalvey continua a brindar nos com mais uma capa interessante. 
Desconhecia este artista mas tem um enorme talento ao qual gostaria de o ver na arte interior desta saga.


Gostei:

-Enredo com bom ritmo;
-Muita acção com muitos corpos a tombar;


Não Gostei:

-Falta de protecção conveniente no peito do Punisher;
-Demasiadas palavras censuradas, quando o livro já diz que é para maiores.


Mais uma análise feita, até agora estou a apreciar esta nova saga do Punisher de uma forma positiva. Dentro em breve irei publicar um artigo em exclusivo, fiquem atentos na página ou no blog.


-@ivomgs


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