terça-feira, 29 de novembro de 2016

Análise: Punisher Anual 01 & A Year of Marvels (Novembro #01)





Mais uma senda de análises em falta... Já se começa a ver o "fundo". 
Aqui estão duas histórias distintas em qualidade. Uma escrita pelo lendário Gerry Conway ( co-criador do Punisher) e outra por Elliot e Todd Casey.



(E) Gerry Conway / (A) Felix Ruiz /
(C) Lee Loughridge
Vinte cinco anos passaram desde que Gerry Conway escreveu uma estória do Punisher. A última foi em formato "one-shot" chamado "Bloodlines".

Gerry Conway é daqueles escritores que consegue contar uma estória em modo "ponto de vista" por outros personagens, sem que o personagem principal fique para segundo plano. Afinal de contas, este é o seu livro.


Este número fala-nos de um agente policial á procura de vingança. Mas totalmente dividido entre a lei e a justiça pelas próprias mãos.
Mamdouh vigia o Punisher, ao longo do extermínio de alguns gangues relacionados com a "sua" vingança. 

O momento alto desta estória é quando ambos os personagens Mamdouh e o Punisher se cruzam. E onde uma decisão sem retorno terá de ser tomada.




É aqui que o melhor de Gerry Conway entra em acção e se vê que o co-criador do Punisher conhece o seu personagem melhor que ninguém, e onde muito poucos conseguem escrever como ele.

A arte de Felix Ruiz, deixou me um pouco dividido. Nas primeiras páginas parece me um tanto ou quanto "rascunho", mas á medida que vamos lendo, denota-se uma melhoria na arte de Felix. Existem pormenores que fazem com alguns artistas tenham ou não "bagagem" militar. E Felix, "mete os pés" nas últimas páginas quando faz o Frank disparar com a arma de lado.
Sr. Felix, o Frank não é nenhum gangster.

As cores de Lee Loughridge ajudaram e muito a arte de Felix, que sem ele, a arte  deste anual poderia ter sido um desastre.

A capa de Rahzzaa, é simplesmente belíssima. Com clara alusão ao Halloween e umas cores muito realistas. Com tom negro, tal e qual como é retratado o anual. Sem dúvida uma das melhores capas do ano no universo do Punisher.


Conclusão: Foi genial ver que Gerry Conway continua sem perder o "jeito" e sem esquecer o rumo que o personagem tem de ter numa estória. 
Correspondeu totalmente ás minhas expectactivas e tornou este anual até ao momento, na melhor estória do Punisher este ano. É um essencial!



Pontuação Geral:  9 / 10




(E)Todd & Elliot Casey / (A) Paul Davidson
(C) Lee Loughridge
A Marvel continua a apostar nos Infinite Comics ( comics digitais) no que toca ao Punisher. No inicio do ano tivemos uma miniserie do Daredevil / Punisher ( que acabou por sair em papel), está a decorrer outra miniserie Doctor Strange /Punisher (que também será impressa em papel).
Agora esta estória de "Year of Marvels".


A estória começa com o Frank bastante ferido tentando sobreviver a um "erro de calculo" ao atacar o gangue. As feridas eram profundas e desmaia. Sendo encontrado por uma familia. 
Má sorte para eles, ao tratarem Frank, são atacados na sua própria casa pelos membros do gangue.

O Punisher está desarmado, tem de lutar e proteger a família com o que tem.


Não fosse este um "remake" de várias estórias do Punisher, podíamos ter aqui uma boa leitura. 
Com isto não quero dizer que seja uma má leitura, porque não o é. Simplesmente não trouxe nada de novo para o fã habitual das estórias de Frank Castle.


 Todd e Elliot escreveram uma estória simples. A ligação entre os personagens intervenientes deste número é que me pareceu demasiado forçada e com vários momentos "cliché". Até mesmo com a introdução de elementos que podiam estabelecer uma conexão com Frank, não resultou.


 
Por outro lado, esta narrativa fez me lembrar as estórias de apenas um número que se encontravam entre arcos na década de 80 e 90. Quando ainda os escritores, não se preocupavam em escrever para os lançamentos em encadernados.
A acção é decente, mas com alguns momentos ridículos da parte dos criminosos.



A arte de Paul Davidson é agradável. Especialmente se tirarmos partido do facto de ser "infinite comics" com todas as animações digitais.
Mais uma vez a ajuda preciosa de Lee Loughridge fez com que a arte deste número fosse muito mais apelativa.



Conclusão: No final desta leitura fiquei com a sensação que já a tinha lido em qualquer lado, devido ás semelhanças com outras estórias do Punisher.
Não consegui criar laços ou identificar me com os personagens intervenientes na estória, mesmo com todos os elementos que pudessem ajudar a estabelecer alguma conexão com Frank, no meu ponto de vista não resultaram.


Fiquei com a sensação que esta estória foi demasiado apressada para o final.


Pontuação geral: 5.5 / 10

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